E CABO FRIO PAROU
Mais uma prova inequívoca que o sistema de segurança em nosso país está sob suspeita e merece uma reflexão profunda. A tão badalada invasão do Morro do Alemão, foi projetada para resolver um problema imediato, referente ao crescimento da criminalidade.
Acontece que os "gurus" da segurança não projetaram o futuro, ou seja, os dias subsequentes aos da ocupação no morro. Como previnir a segurança do resto do Estado do Rio depos da fuga de centenas e centenas de bandidos, como foi acompanhado através das redes televisivas?
Como dar segurança aos municípios visinhos ao Rio de janeiro, como por exemplo Cabo Frio, Búzios, Arraial do Cabo, Petrópolis, Teresópolis, Nova Friburgo, etc? Aí, a falta de previsão, tem gerado uma incontida intranquilidade nos municípios que são considerados de bom poder quisitivo de seu povo, onde hoje se escondem meliantes foragidos do Alemão.
Essa irresponsabilidade dos dirigentes estaduais serviu para aumentar, em mérito, a insegurança dos municípios próximos ao Rio de Janeiro. Assaltos, saidinhas de banco, furtos, droga, aliás, muita droga, estão abalendo a paz interiorana.
Cabo Frio, também tem sido vítima desse aumento de criminalidade. Em que pese o esforço, a competência, o carisma e a atenção do atual Comandante do 25º Batalhão, o Tenente Coronel Samir, o Estado esqueceu de melhorar suas condições de trabalho.
Tomar conta da segurança de 7(sete) municípios, seria necessário, no mínimo, dobrar o contingente policial, para que a vigilância ofensiva da polícia atingisse seu principal objetivo, a garantia da ordem pública.
Por essa razão Cabo Frio parou.
Parou para uma merecida homenagem póstuma a um político amado por muitos, que sempre cumpriu o seu papel na defesa dos menos favorecidos pela sorte.
7 vezes consecutivas eleito vereador, o incansável Ayres Bessa, merecia o respeito e o carinho que o povo cabofriense lhe dedicava, em especial no 2º Distrito.
Eu e Mansur fomos aos local onde ocorreram os terríveis fatos e presenciamos o estado de desespero que aquela sofrida gente vivia naquele terrível momento.
Uma senhora, idosa, em prantos, se aproximou da gente e desesperada dizia: "__ Cris, Drº Mansur, o que será da gente agora? Morreu o nosso protetor, estamos órfãos." Tentamos acalmá-la e alertamos para o fato de que um homem como Ayres, será difícil, mas outros virão e se tornarão protetores do povo do 2º Distrito.
Com muito custo ela acalmou e ainda em prantos, seguiu seu caminho. Para a família do ícone político Ayres Bessa, só resta apresentar os mais profundos sentimentos pela irreparável perda e que tenham muita força para enfrentar o "day after".
Ao povo cabofriense só resta desejar muita resignação e esperança de que outros políticos de estirpe virão e se não conseguirem ser o que foi Ayres no município, copiarão sua honra, dignidade e dedicação ao povo.
Vá em paz Ayres Bessa e olhe por Cabo Frio!
Até a próxima.
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